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Me contrasto - Poema
O que me dói é que eu jamais conseguiria ser como você, Enquanto a cada dia você se torna mais como eu, passeia por caminhos diferentes, mas parecidos com o meu itinerário ideal. Enquanto eu descubro a rebeldia de poder negar, tudo , você segue, pelas veredas daquilo que um dia imaginei para mim. Jamais terei o que você tem, Jamais serei o que você é, Ainda que seja perfeitamente igual o que esperam de mim. Jamais serei você, enquanto a cada dia você se torna mais como eu. A
Mar
3 de dez. de 20251 min de leitura


Ternura - Poema
Quanta ternura há no sono quando todas as dores, também se chamam sonho. Quanta ternura há no sono, quando aqui, só, visito meu mundo, a noite transborda, vazia, respiração lenta, pele macia. Quanta ternura há no sono, quando sua guarda está baixa e posso observar seus olhos fechados, e imaginar, que um dia, fostes um bebezinho, a dormir, e sonhar, com suas dores de bebê. Que ternura há no sono, de sentir o seu coração pertinho do meu. Quanta ternura há no sono de saber que e
Mar
3 de dez. de 20251 min de leitura


Foca - Poema
O olhar da foca permanece em minha memória, rodeada de orcas assassinas. O documentário é sobre orcas, resta pouco espaço para redenção das meninas. Sua morte cruel é espetáculo para o público Olhos vazios, sozinhos, ausência é sempre no vazio involucrado por desejo de sobrevivência. Não há ninguém, apenas o olhar frio do observador. As orcas já não veem nada. O sangue cai sem ferimentos, é meu. Nem lembro de nada que passou. Não posso ver a morte dela, apenas fujo do seu olh
Mar
15 de nov. de 20251 min de leitura


Sua morte não cabe na minha agenda - Poema
Se, por ventura, vier morrer, me avise com antecedência morra em julho, dezembro ou até domingo. Pense nas consequências Tenha juízo, nem que seja um pingo porque aqui eles não tem noção. É que eles, do lado de cá, na vida real, de concreto e vergalhão, não têm mais tempo para sensibilização. "Não abonamos falta, dizem" Mas eu não faço falta aqui, sem você.
Mar
4 de nov. de 20251 min de leitura


O toque da objeto P- Poema
Qual o sabor dos doces para aqueles que não a experimentaram? Qual a cor do céu para aqueles que não a viram? Qual a textura dos lábios daqueles que nunca falaram sobre ela? Que som ressoa nos ouvidos daqueles que nunca a ouviram? Que cheiro tem um bolo de chocolate àqueles que nunca a sentiram? Qual a temperatura de um abraço para aqueles que nunca foram tocados por ela? Quantos segundos tem um minutos para aqueles que não sentiram o tempo parar com ela? Qual é o lugar daque
Mar
26 de out. de 20251 min de leitura


Memória HD - Poema
As palavras não morrem mais, Coletivamente se esquecem de mim, mas sigo gravada encrustada em uma teia individualmente virtualizada dos arrependimentos de existir e viver livremente Eu como palavra já não morro, e nem posso. Me guardarão em memórias e fotos Sigo para sempre, condenada a existir enquanto um invólucro do passado que já não é representativo. O mero fato da ausência de batidas já seria suficiente motivo de deixar que me encontre à vida, como decomposição. Já não
Mar
18 de out. de 20251 min de leitura


A Flor do Jardim - Poema
Apenas uma flor no jardim, em uma imensidão de outras flores cada qual, com suas raízes históricas, beleza natural, e espaço pessoal. E perfume. Tão bela se vê a flor. Hoje. A flor não escolhe os passarinhos que a rodeiam Não fecha suas pétalas para nenhuma asa A flor apenas é. E como em um ato de amor. Sou flor.
Mar
10 de out. de 20251 min de leitura


O Jardim - Poema
Há muitas flores no jardim Cada qual com sua beleza, raízes históricas perfume. Sou apenas um beija-flor (ou a estátua, de mármore, ali) E há muitas flores no jardim Espalhadas em todos os lugares do jardim Cada qual com seu qual Não há flores melhores que outras Apenas algumas intocáveis Todas belas Não preciso de flores para fazer um buquê Só queria ter sido relembrada Que há Muitas flores no jardim E fui. Agora sou flor.
Mar
10 de out. de 20251 min de leitura


A noite comum - Poema
A NOITE COMUM Das grades da janela, no pico da madrugada, nasce o sol quadrado Dos sons me intero Pela noite vaga o vento Mecânico O frio encapsula o provimento Também venta lá dentro O alvorecer é próximo Urge o fim da magia Pelo tardar do tempo Até o vagalume dorme Padecendo pela manhã
Mar
28 de set. de 20251 min de leitura


A árvore na floresta - Poema
A ÁRVORE NA FLORESTA Ninguém a vê O vento a balança Os passarinhos cantam a canção de todo dia música e dança invisível, inaudível Uma árvore, só. As folhas uma a uma caem Sem que ninguém perceba sua queda Chegou alto Sentiu o calor do sol Sentiu o doce da vida Deu-lhe luz Deu-lhe sombra E caiu Sem raízes Sozinha No chão de seu quarto Sem que ninguém na floresta a percebesse.
Mar
28 de set. de 20251 min de leitura


As vezes a lua sorri de volta para mim - Poema
Também quero eu morrer afogada tentando, em vão, agarrar a lua, Sigo porém e somente, perseguida ao trilhar seu caminho como destino Enquanto, ladina, sorri para mim Não há beleza na sanidade E por isso sou irremediavelmente horrorosa Porque prego a loucura Escrevendo-a nas paredes de pedras Das cavernas da lógica cotidiana que não escapei E me impedem De encarar O olhar e sorriso da lua Por imposta lucidez Caminho, desejando A beleza de sua intrepidez Almejando um dia Tê-la
Mar
24 de set. de 20251 min de leitura


E se nada melhorar? - Poema
O tecido social é feito crochê nossas relações, tricô, enroladas em macramê O tecido social é feito por nós. E se nada melhorar? Seguiremos, nos organizando e formando laços!
Mar
10 de set. de 20251 min de leitura


Padronismo - Poema
PADRONISMO Quem foi que disse que assim é mais bonito? Quem te falou que só assim que é melhor? Que no silêncio, não há nem um par de grito? Que num sorriso, não há gotas de suor? Quem foi que disse que o belo é desse jeito? Com essas cores, com todos esses trejeitos? A simetria assim com ângulo "perfeito" a beleza é descrita, dita sem defeitos. ME RECUSO! E o que se passa em um milhão de anos É que: Vai se perdendo a variedade da questão; E as perguntas para todos iguais são
Mar
2 de set. de 20252 min de leitura


Olhar - Poema
Ora, eu vejo Eu vejo os olhos seus procurarem os meus O meu poder é poder escrever a Fantasia É poder de possibilidade não de dominação. Não posso dominar o céu, ainda não aprendi a voar. Mas os lábios todos eles verdadeiros não mentem quando dizem, devagar, o que os olhos já me revelavam muito antes Eu já sei, nem me precisa dizer Jamais ousarei lhe alcançar Mas nosso pacto está selado conectando-nos como água de chuva no céu e terra. 3c279 é a pupila, linda.
Mar
15 de ago. de 20251 min de leitura


Sujeito e Objeto - Poema
Sujeito e Objeto Se eu pudesse, eu seria um poema um poema de amor ou ousadia um poema de dor um poema que sangrasse as palavras do poeta...
Mar
17 de jun. de 20251 min de leitura


Loucura e Testemunha - Poema
A voz desalmada lhe entrega o desenrolar da narrativa E em sôfregos suspirantes se coloca nua sua presença é holográfica, serve para me...
Mar
17 de jun. de 20252 min de leitura


Alma II - Poema
ALMA II Da artista não se conhece a alma, apenas os fractais que a refletem Quem pode, seguramente, dizer o significado das cores o tom...
Mar
17 de jun. de 20251 min de leitura


Alma - Poema
ALMA Da artista não se conhece a alma, apenas os fractais que a refletem Num autorretrato se retrata, não a sua totalidade, mas as partes...
Mar
17 de jun. de 20251 min de leitura


Se um dia voltar - Poema
Se um dia tiveres a ousadia de voltar Então tenha a astúcia de, pelo menos, voltar com uma carta escrita que diga tudo aquilo que dói e...
Mar
22 de mai. de 20251 min de leitura


Quando Caminho - Poema
Quando o chão olho enquanto caminho Então poemas sobre o chão escrevo. Escrevo sobre as pedras Folhas secas Poesias concretas. Quando ao...
Mar
17 de mai. de 20251 min de leitura
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